Não me seduz, me traz o apetite. Lembro que a primeira vez que conversei com minha mãe sobre terminar uma relação, e ela apesar de uma vida de relações conturbada, erradas e cheias de fim eternos que não duravam mais de uma semana, me disse: "Filha, tudo muda, as pessoas mudam, e tudo pode ser só apenas uma fase, não tome decisões que possam ter um peso maior que deveriam em sua vida, ás vezes o que sente agora é apenas um pequeno sentimento, um pedaço de você, e não o inteiro, espere, e veja se tudo não muda". Levei por um tempo isso na minha vida, até que comecei pensar que se um dia tudo aquilo terminaria, porque não adiantar, e começar uma nova historia, o que é novo apetece, mas isso, como disse minha mãe, são fases, o que é por inteiro dentro de nós, não é passatempo, e o tempo já não passa.
São dias que você deita e tenta avaliar se o seu pensamento hoje foi menor do que o dia anterior, se o tempo, realmente está apagando a memória, o sentimento, e lágrima vem com a decisão de que só está mais vivo como se tudo houvesse apenas horas passadas.
Eu não posso escrever sobre sentimentos, sobre o amor, se eu não o conheço, se ainda não sei se o que há dentro de mim é amor, e se é eterno ou passa o tempo e ele derrete.
O tempo se arrasta, em leves segundos
Repassa sentimentos, mortos e escondidos
Enterrados dentro de enigmas
Soterrados aqui, em mim, em você.
O tempo a nossa ilusão de cura.
A ilusão, a chave de nossas dúvidas
Dúvidas que precisam existir
para existir a necessidade do tempo e sua cura.