domingo, 23 de agosto de 2009

Conselhos de um amor perdido

Me surpreendo com alguns títulos, hoje acordei remoendo amores, e revivendo algumas lembranças, as mais importantes.
Algo em tudo é real. Um amor só pode seguir em frente se ambos estão dispostos a tudo, sem nenhuma excessão. E, diante disso, eu me vi amando, e agora posso retirar da cabeça que sou incapaz de amar ou ser amada. Eu sei que muitas vezes não soube cuidar, mas sei que quando fiz, fiz bem. Sou capaz sim de amar, e melhor que muitos. Dou de mim tudo e não crio regras para isso, não reclamo de medos passados, crio e recrio amores diferentes em um único, e me deixo livre para que possa fazer o mesmo por mim.
Só me falta encontrar alguém tão capaz quanto eu.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A sorte de um vício

Queria ler até não ter nenhuma págima para ser folheada neste quarto.
Queria ler como se fosse uma vontade incontrolavel, com um vício.
Eu queria ler até o dia clariar e escurecer novamente, talvez assim meus dias passassem mais rápidos e fossem mais úteis. Talvez assim eu não sinta tanta apatia pela vida em si, talvez lendo incontrolavelmente, insensantemente, eu pense menos.

sábado, 9 de maio de 2009

Personalidade


Paranóia: Psicopatia crônca, de evolução lenta e progressiva, caracterizada por delírios de grandeza e/ou de perseguição estruturados de modo lógico.

Paranóia : (do grego antigo παράνοια, "loucura", composto de παρα-, "fora" e do tema afim a νοῦς "mente") é uma psicose que se caracteriza pelo desenvolvimento de um delírio crônico (de grandeza, de perseguição, de zelo etc.), lúcido e sistemático, dotado de uma lógica interna própria, não estando associado a alucinações. A paranóia não acarreta o deterioramento das funções psíquicas externas à atividade delirante. Estas duas últimas características a distinguem da esquizofrenia paranóide.

No indivíduo paranóico, um sistema delirante amplo e totalmente defasado da realidade pode coincidir com áreas bem conservadas da personalidade e do funcionamento social do sujeito, pelo que a repercussão da paranóia no funcionamento geral do indivíduo é muito variável - a bizarria dos comportamentos do indivíduo depende do âmbito mais ou menos restrito do sistema delirante, pois a atitude geral é coerente com as convicções e suspeitas; por exemplo, quando o delírio é amplo, integrando todos os familiares ou colegas de trabalho num conflito prejudicial ao sujeito, as suas atitudes de defesa e/ou de vingança tornam-se tão inadequadas e graves que conduzem a graves defeitos pessoais e sociais. Os conteúdos típicos dos delírios incluem a perseguição, o ciúme, o amor e a megalomania (crença na própria posição e poder superiores).


Música : Outras frequências- Engenheiros do Hawai

domingo, 26 de abril de 2009

O amor não é belo

Antes de postar esse texto, eu queria frizar que não estou satisfeita nem com o titulo e muito menos com o texto todo, mas, sem paciencia e nem acho que consegueria melhorar :


O amor não vem da perfeição, o amor vem ela imperfeição de cada um. Não é o mais belo que vai mecher contigo, é o jeito que a pessoa irá te irritar que não vai deixar você sem dormir a noite. Depois aquele jeitinho que só ela vai saber de como te acalmar e te fazer esquecer por alguns segundinhos o mundo.
Definitivamente você vai passar noites pensando : "porque justamente ela?", afinal existem pessoas mais belas te querendo, pessoas mais educadas, simpaticas e que normalmente faria você perder o chão, mas essas pessoas não sabe te causar tanto ciume, ou brigar por tantas bobagens e depois de tudo te matar de rir com provavelmente uma piadinha sem nexo, aquelas pessoas são perfeitas demais para você e você não derramaria nenhuma lagrima por elas, são apenas outros.
Porque é só ela que você não entende, é só ela que faz tudo ao contrario do que diz e é somente por ela que você chora. (11/08/08)

Protetores

Protetores não tem protetores, são acustumados a levar o mundo nas costas, a sofrerem em silêncio, e assim se sentem melhor. Mas protetores tem um conforto, o conforto dos sorrisos de seus protegidos, que para os protetores não há nada melhor.
Os protegidos ouvem atentamente tudo que seus protetores lhe ensinam, e sem pensar em quem os ensinou tanto sobre a vida, seguem seus caminhos felizes, pois sabem que existe alguém por eles. Não pensam que os protetores talvez aprenderam da pior forma possivel, sofrendo, e com cicatrizes podem nos confortar com as palavras mais sábias.

Pessoas nascem para ser protetoras e outras pessoas nascem pra ser protegidas. Eu ? Nasci pra ser protegida, e ter varios protetores, apesar de ter um desejo enorme de proteger também.
Meu protetor não tem niguem por ele, mas eu sou seu lenço, e sempre serei. Acredito que um amor verdadeiro está em nos, e acredito que isso te faça feliz, tanto quanto a mim.

O melhor que pode dar

"Existe alguma coisa que se possa guardar? Tudo que possuimos, um dia será dado. As árvores dão para continuar a viver, pois guardar é colocar um fim em suas existências"
"E o maior mérito não é daquele que oferece, mas do que receber sem se sentir devedor. O homem dá pouco quando dispõe apenas dos bens materias que possui, mas dá muito quando entrega a si mesmo"

Mostre que você é capaz de se entregar!

Tudo que se quer, é capricho?

"É bom dar quando alguém pede, mas é melhor ainda poder entregar tudo a quem nada pediu" (Khalil Gibran)



Será que Gibran estava mesmo certo ?! Há uma grande chance da outra pessoa recusar. E o que você deve fazer ?! Recolher tudo que foi tão dificil entregar, e esquecer sua vontade?!
Quem nada pede, as vezes nada quer. Mas quem muito pede, só manisfesta seu grande egoismo em não querer saber até onde você tem para entregar. (20/11/08)




Você quer, mas quer pouco
Você ultrapassou limites
Você sempre insiste
Você não asbe o que quer
E não me diga que sou egoista! (07/04/2009)

Leviano

Posso pensar em outras coisas
e não ser tão irracional
Posso voar por outros horizontes
e não ser o amor primordial

Pensar nos livros
pular abismos
fugir dos meus equivocos
esbanjar empirismo

Quero muitas cores
que eu possa contornar
e muitos amores
que eu possa apagar

Quero não ter tempo pra lembrar
que tudo nessa vida tem que continuar
Que tudo se torne mitos
e eu entenda tudo com magia e grittos

Quanto tempo passa
eu já não sei se tem mais graça
Quanto tempo ama
eu já nem sei se me engana


Por Camila Sena



dica : olhar uma palavra no dicionario pode ser tão legal.

sábado, 25 de abril de 2009

Pequenos detalhes

Se ausentar da vida de alguém, pode dar espaço à ela para perceber que vive muito bem sem você.

Se liga malandro :*

segunda-feira, 6 de abril de 2009

No resto , será resto.


É muito triste pensar quando se estar apaixonado que um dia terá que esquecer tudo, e que quase obrigatoriamente terá um fim todo o amor, se é que é possivel ter realmente esse fim. Nos amamos, e paramos pra observar cada pedaço do rosto, cada mania, cada sinal, seus gestos e caretas, o tempo está parado, nos sem querer, ou talvez por querer, decoramos tudo, o que torna tão dificil depois esquecer, tirar tudo da memoria. O amor só faz sentido se houver uma esperança enorme que seja eterno. No resto , será resto.

terça-feira, 24 de março de 2009

Carta do divórcio

"Eu não acho as palavras. Só sei que permanecer da maneira como se tem levado as coisas nos últimos tempos não faz a menor coerência, então pretendo ir. Não quero mais ficar assim, aqui. Já faz tanto tempo que dei um sorriso sincero que já nem me lembro mais. Não sei se teria sido diferente se não tivesse seguido a rumo natural, fiquei com muito medo, acabei seguindo. Mas não me arrependo, não sou de vidro, tenho uma suposta resistência de suportar os baques da vida.

Realmente, é uma bagunça grande e absurda que não tenho capacidade de arrumá-la, pelo menos não agora. Eu sei o quão ridículo é dizer que se precisa de tempo para pensar, mas eu preciso, mesmo, muito. Preciso ficar literalmente sozinha. Nesse ambiente em que me encontro fico me martirizando e imaginando como teria sido se fosse de outro jeito.

Meu romantismo pouco ajuda nessas horas, adicionar sons de pássaros silvestres, um crepúsculo alaranjado no céu ou gotículas de orvalho sobre as folhas que caem numa manhã de sábado já foi muito eficaz num certo momento da minha vida, mas foi numa época distante e infantil, que hoje percebo que não faz a menor diferença a presença ou ausência desses elementos. Talvez a lembrança de um tempo em que eu fui mais sonhadora do que deveria dê ao menos ânimo para me solucionar. Quando as lembranças parecem que vão sumindo da cabeça da gente, sentimos um desespero de esquecer completamente, quem sabe essa seja a causa da saudade, nesse caso me lembro ainda bem de como era ser daquele jeito, quem sabe é por isso que não sinto saudades. Era sofrido e frustrante demais descobrir que os romances (os literários e os meus) pouco tinham de realidade.

O maior problema de pessoas que se tornam uma só é a perda da essência de cada uma delas, do que fazia delas elas. É inevitável que um dia elas se percam de si, e quando aquele “um” voltar a ser “dois”, o que vai ser de cada uma delas? Que parte era de quem? Já que se quebraram sempre existirá a sensação de vazio. Qual delas gostava de sorvete de morango? Porque mesmo elas guardam aquelas fotos? Sou eu ou ele que gostava de ovos mexidos? Meu dia favorito ainda é quarta feira? Ele será ainda gosta de Dickens? Será que seria melhor se não tivessem se achado?

Não é falta de personalidade de nenhuma das partes, é apenas aquele vago sentimento de que seria eterno. Olhar para cada gaveta entreaberta, cada copo meio cheio de vinho vagabundo que fica dias na pia da cozinha, para os lençóis amarrotados, os travesseiros embolados, o óculos de grau no chão do lado da cama causa em mim questionamentos, e eu não preciso e nem quero tê-los agora.

Não há necessidade de perdão nem de desculpas, não existe um culpado. Dizem que lar é onde o coração se encontra e o meu não está mais aqui. Eu sempre tive certeza do que eu queria, mas acho que deveria querer outra coisa, isso faz de mim indecisa. Quero me achar sozinha e não me achar através de outra pessoa. Quero me mudar e não te mudar, e existe a probabilidade que tu não gostes desse novo “eu” porque esse “eu” não vai ser tu.

Só tomei a decisão para fazer isso que estou fazendo por causa do bendito silêncio. As tábuas que rangiam sob teus pés a caminho do quarto se emudeceram, assim como a xícara que batia frenética sobre o pires nas tardes tímidas, o mesmo aconteceu com as águas que batiam em tuas costas desnudas durante as madrugadas ofegantes, ociosas. Claro que ainda andas por esse chão, ainda bebes café amargo que queima a língua cansada, ainda tomas banhos demorados, mas silenciaste. Não da mesma maneira confortante que sempre foi pra mim. Sabes que nunca fui fanática por tormentos, buzinas, tamancos, motores, mas no fim sinto falta dos teus barulhos. Parece que não podendo te ouvir não podes mais me escutar.

Por algum tempo preferi acreditar que era mudez de entendimento, entrosamento. Não era. É uma grossa barreira de distanciamento que separa meus desejos de teus pedaços, a sutileza que aqui fluía foi subitamente interrompida pela muralha que nos cala.
Um hiato indeterminado que consome, desgasta. O silêncio que domina nossas conversas é imenso ao ponto de não ver mais seus limites, transborda, e alaga. Morri afogada no silêncio. A escolha plausível para situações como essa é o simples fim. O fim da gente, não de mim nem de ti, e não seja dramático, uma vez me prometeste que não faria mais coisas imbecis, morrer de “amor” é uma delas. Sim, eu sei que te disse que eras um pedaço de mim que caminha, e não estava mentido, és de verdade, mas existem tantas pessoas que vivem sem braços e são mais felizes que nós. De qualquer maneira teremos que nos conformar, estamos aleijados.

Sobre a mesa a caneta. A caneta não tem nem idéia das conseqüências que tem causado em minha vida. Óbvio que ela não tem idéia, não tem nem vida, mas tem diferenciado o rumo das minhas (idéias e vidas). E o papel coitado é mero objeto, tanto meu quanto da caneta.
Estou cansada, a cara não nega, a caneta não nega, o papel apenas consente. Apenas te escrevo agora.
Não faz mais sentido. Acho que nunca fez.


“... Eu deixo a porta aberta, eu não moro mais em mim, eu perco as chaves de casa, eu perco o freio, estou em milhares cacos, eu estou ao meio...”.

autora desconhecida.

sábado, 21 de março de 2009

Momento



Euforia: é o estado emocional de excitação plena.



Felicidade: a felicidade é uma gama de emoções ou sentimentos que vai desde o contentamento ou satisfação até à alegria intensa ou júbilo.



Achei mais simples definir hoje o que quero assim.




"Pode-se humildemente afirmar que "de quase tudo que importa não se sabe falar". Não só na obra de Clarice mas em outras fontes e ensinamentos, parece haver um apelo ao silêncio. Disso se fala tanto para que no fim chegue-se ao silêncio. Na minha opinião, nada é mais raro e mais sublime que o silêncio contemplativo. Nada vale tanto a pena quanto silenciar e contemplar o que há de mais simples. A gente fala demais." - texto de autora desconhecida


imagem: blog http://lalage.wordpress.com/2008/10/page/2/

terça-feira, 17 de março de 2009

Conto


Belle and Sebastian - Judy and the dream of horses


Você está lá, me esperando, um pouco anciosa, um pouco apreensiva, antes que você vejam eu já começo a sorrir, sem saber o porque, sem entender o que você faz ali, estou mostrando o sorriso, que só pertence a você.Você me ver, e ainda apreensiva me diz que sentiu saudade da minha implicancia com você, vamos andando juntas contandos os novos sonhos, rindo... paramos em um lugar qualquer, afinal não importa. Sentamos pertinho, você rir das minhas bobagens, eu finjo que estou chateada, você apenas sorrir, eu me derreto, e brinco com seu nariz, você me beija, e o mundo se perde.


Radiohead- Fake Plastic Trees_


imagem: foto do clipe Fake Plastic Trees - Radiohead

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Sem pensar






Hoje, eu não quero pensar muito em um tema, ou uma razão para a postagem, hoje eu queria usar o blog apenas como diario, um pouco diferente... mas um diario.


Tenho procurado falar pouco sobre amor, mas é dificil, ele está presente sempre em minha vida. Na teoria amar alguém, é estar disposto a deixar sua felicidade de lado pela pessoa amada, é algo incondicional e incontrolavel, é sorrir freneticamente quando ver a pessoa, é se arrepiar toda com o toque da amada, é querer estar sempre junto, é deseja sempre um pouco mais, é sentir o cheiro da amada por onde você vá, é esquecer do mundo quando se abraçam, é muito mais do que a razão poderia dizer, é o coração disparar como se tivesse corrido por horas seguidas, é gritar "eu te amo" sem duvida alguma do que diz, é fechar os olhos só por um instante pra poder imaginar perfeitamente a amada te abraçando, é arrumar desculpas pra tocar a amada, é desejar, com tudo que é possivel que consigam ficar juntos, mas quem sente o amor, sabe que é muito mais do que isso na pratica, poeticamente o amor é tão pequeno comparado a imensidão que ele se torna dentro de nos na realidade.
É dificil fugir disto, o que eu não consigo entender, é como se pode sentir tanto por uma única pessoa, como pode tal sentimento sugir dentro de nós e permanecer.

"Eu não sei direito como dizer como me sinto, aquelas três palavras são ditas demais, elas não são o suficiente" ( trecho da música ''Chasing Cars - Snow Patrol" )

imagem: http://jotafeuematu.blogspot.com/

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Ansiedade



Como primeiro postagem, não faço ideia de um começo... nunca fiz, talvez nunca faça! É algo que também prefiro assim, geralmente a ansiedade me consumia por algo novo, por algum começo, o que sempre fazia daquele começo algo errado, e enganoso, e novamente, a ansiedade me consumia pelo desespero de tudo está errado e logo estabelecia um fim, o que pra mim hoje apenas tornou de todas as minhas historias breves enganos que concerteza não deveriam ser considerados uma historia realmente.

É impressionante como a maioria dos meus erros eram gerados pela minha imensa ansiedade, se queria uma historia, não esperava ela vim até mim, começava a força maneiras que me induzissem a alguma historia, mesmo que ela saisse totalmente boba, e as vezes se eu queria algo matérial, nunca consegui esperar o dinheiro certo pra comprar o que deseja, comprava o mais barato pra ter logo em minhas mãos. E pior quando se tratava de amor, se desejava algo seguro, logo pedia meu 'amigo' em namoro, e logo, por nenhum dos dois estarem dispostos e preparados a este namoro sempre se afundava mais rápido ainda. Perceberam o quanto a ansiedade tinha poder sobre mim ? Não apenas em um assunto , mas sim, em todos.

Dai, hoje quando repetinamente decidi criar o blog, pensei qual seria a primeira postagem, pensei, e não sabia se deveria já postar um dos textos que escrevi, se falaria algo de mim, ou se não escreveria nada de importante, apenas breves apresentações, ou quem sabe apenas uma música? Não tive ideia, e a presente ansiedade estava já me gritando pra postar logo, o que por certo me fez escrever isso, o que não foi nada do que tinha pensando e estava em duvida...


"Se tem solução, por que choras? Se não tem solução, por que choras?" Buda

imagem: Ansiedade, de Edward Munch