segunda-feira, 24 de junho de 2013

Agonia

Não é um momento onde eu escreveria, já tinha me cansado de falar comigo sobre qualquer assunto, preferia só fugir, até que fugir dar certo.
Eu não sei quando ficarei bem, não me lembro de um onde passei sem visitas constantes em hospitais, e com o tempo, eu parei de ir, ainda me pergunto o motivo de tanta desgraça em uma só vida. Me faz até pensar se realmente existiu algum Deus, que pudesse olhar e ter piedade, rs, a verdade que piedade não existe, é só uma desculpa para vontades que não gostamos de admitir.
Mais um dia, só mais um dia, e esse dia nunca acabou, saiu de uma e entro em outra doença, em outra virose, em outra qualquer coisa, tem alguns minutos que passa, porque tudo não para, acaba de uma vez, seja um final trágico, mas que tenha fim essas dores, esses remédios, esses hospitais e médicos, que todos pudesse ir para o inferno e me deixar.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Melancolia

Era uma vez, um coelho envenenado, já destinado em um fim trágico, um fim mais dramático do que ser um fim.
Em seus últimos momentos, reparou o coelho em seu pelo, apreciou cada detalhe branco, e chorou, ali, pela última vez por seus pelos maltratados, sujos e manchados da vida. Respirou fundo, se olhou em seu espelho quebrado, e em um pequeno pedaço viu algo, que talvez fosse um sorriso, e antes de rir, abaixou sua cabeça, para lembrar que já não haveria espelhos quebrados, e muito menos inteiros.
Seus dentes, eram pequenos, muito pequenos, mas o coelho, lembrou o quanto já mastigou e foi feliz com seus defeitos. O coelho sabia que jamais foi o mais belo, tão pouco poderia ser o mais feio, estava naquele lugar, onde não chamava a atenção, ou quem sabe, por ser tão médio, chamava demais a atenção, o que não satisfaria mais saber qualquer verdade, com seu passado, o presente também amarelava de velho e não havia futuro.
Era uma vez um coelho envenenado, já destinado em um fim trágico, que hoje quase não respira.

"Já que tudo que eu podia eu fiz
Meu amor
Foi bom tentar
Foi por um triz"

Moinho de Ilusões

Eu sei que há dentro de mim um pedaço de ti
Nessa do amor clichê, há em ti um canto meu
E contigo em mim, por onde vivo, te revivo
Comigo em ti, por onde vive, quer não me reviver
A cada passa teu, desfaz um passo meu
Em cada música nossa não dita, nos desfaz em ilusões
E a maneira certa, é justo aquela mais errada.