segunda-feira, 3 de junho de 2013

Melancolia

Era uma vez, um coelho envenenado, já destinado em um fim trágico, um fim mais dramático do que ser um fim.
Em seus últimos momentos, reparou o coelho em seu pelo, apreciou cada detalhe branco, e chorou, ali, pela última vez por seus pelos maltratados, sujos e manchados da vida. Respirou fundo, se olhou em seu espelho quebrado, e em um pequeno pedaço viu algo, que talvez fosse um sorriso, e antes de rir, abaixou sua cabeça, para lembrar que já não haveria espelhos quebrados, e muito menos inteiros.
Seus dentes, eram pequenos, muito pequenos, mas o coelho, lembrou o quanto já mastigou e foi feliz com seus defeitos. O coelho sabia que jamais foi o mais belo, tão pouco poderia ser o mais feio, estava naquele lugar, onde não chamava a atenção, ou quem sabe, por ser tão médio, chamava demais a atenção, o que não satisfaria mais saber qualquer verdade, com seu passado, o presente também amarelava de velho e não havia futuro.
Era uma vez um coelho envenenado, já destinado em um fim trágico, que hoje quase não respira.

"Já que tudo que eu podia eu fiz
Meu amor
Foi bom tentar
Foi por um triz"

Moinho de Ilusões

Eu sei que há dentro de mim um pedaço de ti
Nessa do amor clichê, há em ti um canto meu
E contigo em mim, por onde vivo, te revivo
Comigo em ti, por onde vive, quer não me reviver
A cada passa teu, desfaz um passo meu
Em cada música nossa não dita, nos desfaz em ilusões
E a maneira certa, é justo aquela mais errada.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Alessandra Valadares

Você vai, quem sabe para não voltar
Quem sabe para não me amar
Você nem olha para trás,
Vai ver já sabe o que fica em suas costas
Ou pode ser, que não lhe importa
Se voltar, bom já posso imaginar
A ousadia não me permite te buscar
Nem em sonhos, nem onde possa estar.

domingo, 3 de março de 2013

Roda vida, roda tempo

O tempo é uma variável infinita, mas as possibilidades, finita. Quando acaba, voltamos ao começo e recomeço de historias. Revivemos com uma mascara de semi novo, nossa velha historia que já não se cansa de rodar e com tantas invariáveis, nos tornamos o de sempre. 
Roda, rodopia, quase foge, volta e se torna mais velho que o próprio tempo que engole pouco a pouco, tudo que temos. Girou e parou no mesmo lugar.


Seguir, coração, seguir!

Eu entendo você.
Porque procurar alguém para lhe tirar o sono,
alguém que lhe perturbe as ideias, porque?
Não adianta reler, reviver, relembrar,
são rés demais, e não dar para prosseguir.
Seguir em frente, caminhar, progredir
obrigatoriamente temos que realizar, 
Modo de colocar um pé a frente a outro, 
esquecer, e principalmente, acreditar em novos.
Novos planos, novo cabelo, novas roupas, 
nova maquiagem, novo andar.
E se der, um novo amor, com mais intensidade,
para que o velho seja desconsiderado, e novamente,
nessa roda da vida, voltarmos a procurar perdermos o chão.


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Fim

Se houvesse uma maneira, certa, que eu morreria, dolor ou indolor. Eu a aceitaria alegremente hoje.
Tento fugir dessa palavra, mas o meu desejo a tempo é esse o fim, ainda tenho medo, muito medo, mas ainda sim, aceitaria alegremente.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Otimismo!

Não é todo começo de ano, que você fica com aquele arzinho de que será um bom ano, não é sempre que você acha que toda aquela simpatia, de levantar pé esquerdo, colocar dedo na ponta do nariz, língua para fora por três minutos, coçar o pescoço por mais seis minutos, e pular fazendo tudo isso junto até os fogos de artifícios parar irão dar certo.
Minha virada foi dessa maneira, achei mesmo que nada daria certo, logo no primeiro dia, ser presenteada com dores infernais também não ajudou a estima do ano, mas agora sim, ao segundo dia do ano, sinto que este ano pode ser bom, e até ontem torcia para votos específicos, mas agora não, apenas este ano quero agradecer por cada sorriso que conseguir dar, e se a saúde ajudar, ficarei mais grata. Sinto que haverá motivos para ser feliz este ano, sinto que tudo pode dar certo e farei tudo dar certo.
Feliz 2013!