sexta-feira, 9 de abril de 2010

Dentes da engrenagem do tempo

" Sempre há alguma coisa fermentando, à espera de tomar nosso lugar. Isso porque não temos um solo firma sob os nossos pés. Não temos sequer areia sob os pés. Nós somos areia.
(...)
Não há um lugar onde possamos nos esconder para espacar do tempo. Podemos escapar de reis e imperadores, e talvez até de Deus. Mas não podemos escapar do tempo. O tempo nos enxerga em toda a parte, pois tudo à nossa volta está mergulhado nesse elemento infatigável.
(...)
O tempo não passa, (...), e não é um relógio. Nós passamos e são os nossos relógios que fazem tique-taque. O tempo vai devorando tudo através da história, silenciosa e inexoralvemente, como o sol se levanta no Leste e se põe no Oeste. Ele destrói civilações, corrói antigos monumentos e engole gerações atrás de gerações. Por isso é que falamos dos "dentes da engrenagem do tempo": o tempo mastiga, mastiga ... e somos nós que estamos no meio de seus dentes.

Por um breve espaço de tempo fazemos parte da extraordinária agitação deste mundo. Andamos pela Terra como se isso fosse a coisa mais evidente do mundo. (...) Mas toda agitação vai desaparecer. Vai desaparecer e ser substituída por outra, poissempre há outras pessoas prontas, à espera. Sempre surgem novas idéias. Nenhum tema se repete, nenhuma composição é escrita duas vezes... Nada é tão complicado e tão precioso quanto um ser humano. Apesar disso, somos tratados como futilidades baratas!
(...)"


E é esse o meu maior fascinio!

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